Métodos de estudo para faculdade: 7 técnicas para aprender melhor

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Na faculdade, estudar por muitas horas nem sempre significa aprender mais. Entre disciplinas, trabalhos, estágio e outras responsabilidades, encontrar formas mais eficientes de estudar pode fazer bastante diferença na rotina. Por isso, conhecer diferentes métodos de estudo para faculdade ajuda você a descobrir quais técnicas funcionam melhor para cada tipo de conteúdo.

Algumas são mais úteis para memorizar conceitos, enquanto outras ajudam a resolver problemas, identificar dúvidas ou aprofundar a compreensão.

Além disso, você não precisa escolher um único método e utilizá-lo durante toda a graduação. O ideal é combinar estratégias e ajustar sua forma de estudar conforme a disciplina, a prova e o tempo disponível.

Antes de escolher um método, entenda o que você precisa aprender

Nem toda matéria exige o mesmo tipo de estudo.

Uma disciplina cheia de conceitos e termos pode exigir revisões frequentes. Por outro lado, uma matéria baseada em cálculos provavelmente pede bastante resolução de exercícios. Já conteúdos mais teóricos podem exigir leitura, comparação de ideias e capacidade de explicar conceitos.

Por isso, antes de abrir o caderno, se pergunte o que precisa fazer:

  • Memorizar conceitos?
  • Entender relações entre ideias?
  • Resolver exercícios?
  • Aplicar o conteúdo em situações práticas?
  • Preparar uma apresentação ou trabalho?
  • Identificar o que ainda não entendi?

Essa pergunta simples ajuda a escolher uma estratégia mais adequada. Afinal, reler um capítulo várias vezes pode não ser a melhor preparação para uma prova que exige resolver problemas.

1. Prática de recuperação: tente lembrar antes de consultar

A prática de recuperação consiste em tentar lembrar uma informação sem consultar imediatamente o material.

Em vez de apenas reler uma página, por exemplo, você pode fechar o livro e responder: “O que eu consigo explicar sobre esse assunto?”. Depois, confira o material e identifique aquilo que esqueceu ou entendeu de forma incompleta.

Esse tipo de estratégia possui amplo respaldo na literatura sobre aprendizagem. Revisões científicas indicam que recuperar informações da memória durante o estudo pode favorecer a retenção e ajudar o estudante a identificar lacunas no aprendizado.

Na prática, você pode usar:

  • Perguntas criadas por você;
  • Flashcards;
  • Questões de provas anteriores;
  • Simulados;
  • Listas de exercícios;
  • Uma folha em branco para escrever tudo o que lembra.

Além disso, não precisa acertar tudo de primeira. Os erros ajudam justamente a mostrar quais partes precisam voltar para a revisão.

2. Revisão espaçada: distribua o estudo ao longo do tempo

Estudar todo o conteúdo na noite anterior à prova pode até parecer produtivo naquele momento. Entretanto, distribuir o contato com a matéria ao longo de vários dias tende a ser uma estratégia mais interessante para a aprendizagem de longo prazo.

A chamada prática espaçada consiste justamente em revisar um conteúdo em momentos diferentes, em vez de concentrar todo o estudo em uma única sessão. Ela aparece, junto da prática de recuperação, entre as estratégias mais apoiadas pelas pesquisas sobre aprendizagem.

Por exemplo, depois de uma aula na segunda-feira, você poderia:

  • Fazer uma revisão curta na terça;
  • Retomar o conteúdo na sexta;
  • Testar o que lembra na semana seguinte;
  • Revisar novamente antes da avaliação.

Assim, estudar deixa de ser uma tarefa concentrada apenas nos dias anteriores à prova.

Além disso, você não precisa criar um sistema complicado. Uma agenda ou calendário simples já pode ajudar a programar os momentos de revisão.

3. Resolva questões e exercícios

Questões são úteis não apenas para testar se você aprendeu, mas também para descobrir como aquele conhecimento precisa ser utilizado.

Por isso, procure exercícios sempre que eles fizerem sentido para a disciplina. Em matérias de cálculo, por exemplo, pratique problemas com diferentes níveis de dificuldade. Já em conteúdos teóricos, utilize perguntas abertas, estudos de caso ou questões anteriores.

Depois de responder, não olhe apenas para a nota ou quantidade de acertos. Analise também:

  • Por que errei?
  • Qual conceito eu não entendi?
  • Foi um erro de conteúdo ou de atenção?
  • Consigo resolver uma questão parecida sem consultar a resposta?

Dessa forma, uma questão errada vira material de estudo, e não apenas um resultado ruim.

Além disso, a prática de testes aparece entre as técnicas avaliadas como de alta utilidade em uma revisão ampla sobre estratégias de aprendizagem.

4. Explique o conteúdo com suas próprias palavras

Conseguir reconhecer uma informação no caderno não significa necessariamente conseguir explicá-la.

Por isso, depois de estudar um assunto, tente descrevê-lo sem copiar as palavras do professor ou do livro.

Você pode explicar:

  • Para um colega;
  • Em voz alta para você mesmo;
  • Escrevendo em uma folha em branco;
  • Gravando um áudio curto;
  • Em forma de pergunta e resposta.

Enquanto explica, provavelmente encontrará partes em que a ideia deixa de ficar tão clara. Nesse momento, volte ao material, esclareça a dúvida e tente novamente.

Assim, você transforma uma leitura mais passiva em um processo no qual precisa organizar e conectar o conhecimento.

Estratégias de autoexplicação também aparecem na literatura científica sobre técnicas de aprendizagem, embora os benefícios possam variar conforme o contexto e a forma de aplicação.

5. Intercale conteúdos diferentes

Imagine que você tenha 20 exercícios para estudar. Uma possibilidade seria resolver todos do mesmo tipo primeiro e só depois mudar para o próximo assunto.

Outra estratégia é intercalar tipos diferentes de problemas ou conteúdos relacionados.

Por exemplo:

  • Questões de tema A;
  • Questões de tema B;
  • Novamente tema A;
  • Tema C;
  • Depois uma mistura dos três.

Esse tipo de prática é conhecido como interleaving ou estudo intercalado. A ideia é fazer com que você também precise identificar qual conhecimento ou estratégia utilizar em cada situação, em vez de repetir automaticamente o mesmo procedimento.

A literatura sobre ciência da aprendizagem inclui a intercalação entre estratégias que podem contribuir para o aprendizado em determinados contextos.

Entretanto, não é necessário misturar conteúdos completamente diferentes apenas para seguir a técnica. Ela tende a fazer mais sentido quando existem assuntos relacionados que você precisa aprender a distinguir.

6. Use blocos de estudo para manter o foco

Às vezes, o problema não está no conteúdo, mas em conseguir permanecer concentrado tempo suficiente para estudá-lo.

Nesse caso, dividir o período de estudo em blocos pode ajudar. Você pode definir um tempo para trabalhar com foco, fazer uma pequena pausa e depois iniciar outro bloco.

Uma possibilidade é estudar por cerca de 25 minutos e fazer uma pausa curta, como propõe a conhecida técnica Pomodoro. Entretanto, esse tempo não precisa ser uma regra.

Se você consegue estudar bem por 40 ou 50 minutos, por exemplo, não existe necessidade de interromper apenas porque um cronômetro mandou.

Por isso, experimente diferentes durações e observe quando sua concentração começa a cair. Além disso, durante o bloco, reduza distrações que você já sabe que costumam interromper o estudo.

Para organizar esses períodos dentro da semana, veja também: Como organizar a rotina na faculdade.

7. Faça uma revisão dos próprios erros

Guardar apenas aquilo que você acertou pode esconder justamente a parte mais útil do estudo.

Por isso, crie algum tipo de registro dos erros mais frequentes. Não precisa ser um caderno elaborado: uma página por disciplina já pode funcionar.

Anote, por exemplo:

  • Questão que você errou;
  • Conceito que confundiu;
  • Fórmula que esqueceu;
  • Etapa de um processo que costuma trocar;
  • Dúvida que ainda precisa esclarecer.

Depois, retome esse material nas revisões.

Assim, você concentra parte do estudo justamente naquilo que ainda apresenta dificuldade, em vez de gastar todo o tempo repetindo assuntos que já domina.

Resumo, grifo e releitura funcionam?

Podem ter utilidade, mas não deveriam necessariamente ser as únicas estratégias.

Grifar pode ajudar a identificar pontos importantes durante uma primeira leitura. Da mesma forma, um resumo pode ser útil quando exige que você selecione e reorganize as ideias principais.

Entretanto, apenas reler várias vezes ou marcar grande parte do texto pode criar uma sensação de familiaridade sem mostrar se você realmente consegue recuperar ou aplicar aquele conhecimento.

Uma ampla revisão sobre técnicas de aprendizagem classificou práticas como testes e estudo distribuído com maior utilidade geral do que releitura e grifo utilizados isoladamente.

Por isso, você pode continuar utilizando resumos e marcações, mas tente combiná-los com perguntas, exercícios, explicações e revisões posteriores.

Qual método usar para cada situação?

Não existe uma combinação universal, mas este quadro pode ajudar a começar.

SituaçãoMétodos que você pode testar
Memorizar ConceitosPrática de recuperação + revisão espaçada
Resolver CálculosExercícios + revisão dos erros
Entender TeoriaAutoexplicação + perguntas
Preparar ProvaQuestões + prática de recuperação + revisão espaçada
Diferenciar ConceitosEstudo intercalado + questões
Manter FocoBlocos de estudo + planejamento da rotina

Depois, adapte de acordo com sua experiência.

Por exemplo, se flashcards funcionam muito bem para uma disciplina, continue usando. Entretanto, talvez eles tenham pouca utilidade para outra matéria que depende principalmente de resolução de problemas.

Como montar uma sessão de estudo na prática?

Você não precisa utilizar sete técnicas no mesmo dia.

Uma sessão de estudo pode ser bastante simples. Primeiro, defina qual conteúdo será trabalhado e qual é o objetivo daquele período. Em seguida, escolha uma atividade que realmente exija contato ativo com a matéria.

Um exemplo seria:

  1. Revisar por cinco minutos o que foi visto anteriormente;
  2. Estudar um novo tópico;
  3. Fechar o material e tentar explicar o conteúdo;
  4. Resolver algumas questões;
  5. Corrigir os erros;
  6. Anotar o que precisa ser retomado depois.

Além disso, antes de terminar, marque quando pretende revisar aquele conteúdo novamente.

Dessa forma, cada sessão se conecta à próxima, em vez de começar sempre do zero.

Estudar sozinho ou em grupo?

Os dois formatos podem funcionar, dependendo do objetivo.

Estudar sozinho facilita controlar ritmo, pausas e prioridades. Por outro lado, um grupo pode ser útil para discutir dúvidas, comparar raciocínios e explicar conteúdos para outras pessoas.

Entretanto, grupo de estudo precisa realmente ter estudo.

Antes de começar, definam o que será revisado e quanto tempo vocês pretendem dedicar à atividade. Caso contrário, o encontro pode facilmente virar duas horas de conversa e quinze minutos de matéria.

Além disso, uma boa estratégia é estudar determinado assunto individualmente primeiro e usar o grupo depois para questões, discussão e revisão.

Aplicativos podem ajudar, mas não substituem o método

Existem aplicativos para flashcards, foco, organização, calendário e exercícios. Eles podem facilitar bastante o processo, principalmente quando você já sabe como pretende estudar.

Entretanto, baixar várias ferramentas não significa automaticamente estudar melhor. Primeiro, escolha a estratégia; depois, veja se algum aplicativo consegue tornar sua execução mais simples.

Para conhecer opções voltadas à vida universitária, veja: Melhores apps para universitários.

Assim, a tecnologia entra como apoio e não como mais uma tarefa para organizar.

Como descobrir qual método de estudo funciona para você?

Em vez de perguntar apenas se você “gostou” da técnica, observe os resultados.

Depois de algumas semanas, pergunte:

  • Consigo lembrar do conteúdo depois de alguns dias?
  • Estou identificando minhas dificuldades mais cedo?
  • Consigo resolver questões sem consultar o material?
  • Estou chegando às provas com menos conteúdo acumulado?
  • Minha rotina de estudo é sustentável?

Se a resposta continuar negativa, ajuste.

Talvez você precise começar as revisões antes, resolver mais questões ou reduzir o tempo dedicado à releitura. Além disso, diferentes disciplinas podem exigir combinações diferentes.

Por isso, encontrar um bom método de estudo é menos sobre descobrir uma técnica perfeita e mais sobre construir um processo que você consegue repetir.

Estudar melhor também significa organizar melhor o semestre

Nenhuma técnica resolve sozinha uma rotina em que todas as disciplinas ficam acumuladas para a semana de provas.

Por isso, os métodos funcionam melhor quando existe algum planejamento. Não precisa ser rígido: basta saber quais conteúdos exigem revisão, quais avaliações estão chegando e onde existem maiores dificuldades.

Se organização ainda for um desafio, complemente este guia com Como organizar a rotina na faculdade.

Além disso, lembre que faculdade não é feita apenas de provas e trabalhos. Conforme a graduação avança, amizades, projetos, eventos e experiências em grupo também passam a fazer parte dessa trajetória. Quando sua turma começar a planejar os próximos momentos dessa jornada, vale conhecer as possibilidades de formatura com a VIVA Eventos.

FAQ: métodos de estudo para faculdade

Qual é o melhor método de estudo para faculdade?

Não existe um único método ideal para todas as matérias. Entretanto, estratégias como prática de recuperação e revisão espaçada possuem forte suporte na literatura sobre aprendizagem.

Como estudar para uma prova da faculdade?

Comece com antecedência, distribua as revisões e utilize questões para testar o que realmente sabe. Além disso, revise os erros e retome os conteúdos em que ainda apresenta dificuldade.

Quantas horas por dia um universitário deve estudar?

Não existe uma quantidade universal. O tempo necessário varia conforme curso, disciplinas, dificuldade do conteúdo e momento do semestre. Portanto, é mais útil definir objetivos de estudo e acompanhar o aprendizado do que perseguir um número fixo de horas.

Fazer resumo é uma boa forma de estudar?

Pode ser útil quando você precisa selecionar e reorganizar informações. Entretanto, o resumo tende a ser mais proveitoso quando combinado com estratégias como questões, autoexplicação e recuperação do conteúdo sem consulta.

Flashcards funcionam para faculdade?

Podem funcionar muito bem para conteúdos que exigem recuperação de conceitos, definições, fórmulas ou informações específicas. Além disso, podem ser combinados com revisão espaçada para retomar o conteúdo ao longo do tempo.

Estudar na véspera da prova funciona?

Uma revisão próxima à avaliação pode ajudar, mas concentrar todo o estudo na véspera tende a favorecer menos a retenção de longo prazo do que distribuir as sessões ao longo do tempo.

É melhor estudar sozinho ou em grupo?

Depende do objetivo. Estudar sozinho facilita controlar o ritmo, enquanto grupos podem ajudar na discussão e explicação de conteúdos. Portanto, uma possibilidade é combinar os dois formatos.

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